Pecado tem outro nome, mais claro, mais compreensível: desamor. Desamor é o contrário do amor. Pecado é tudo que seja contrário ao amor e àquilo que o amor (verdadeiro) faz. Pecado é o ato de desamor, algo que faz mal, que prejudica, que deixa conseqüências negativas, que destrói. Pecado é toda atitude de desamor contra o próprio jovem, contra Deus, contra o outro, contra a natureza, pecado é algo que prejudica a todos. Quando o nosso Deus dá mandamentos para não agir de determinadas maneiras, é porque aquilo não é bom para nós. Pode nos prejudicar. Todo mandamento é para o nosso bem. Todo. Também o mandamento que se refere à sexualidade. A desobediência ao mandamento se torna pecado exatamente porque ele gera algum desamor, alguma desordem, algum mal ou prejuízo." 2
O primeiro passo consiste em acreditar que se é dono da sexualidade: nem sempre, sem dúvida, da imaginação, mas sim dos atos. A partir daqui pode começar a reeducação que vai concluir e incluir com a necessidade do perdão (este fortifica a vontade e esperança), atos realizados passo a passo, a vigilância dos olhos do coração, uma higiene de vida, doação de si mesmo no serviço dos outros. Reeducação que é um caminho de vida e vai fazer de nós homens e mulheres de pé, purificados e dispostos a mar e a sem dúvida receber muito amor.
Se formos analisar as atitudes e descobrir nelas o erro, o pecado, as ações voluntárias, talvez estejamos caminhando ao lado oposto, verificamos que a atitude de masturba se é um desamor, e todo desamor é um atentado a vida, a princípio é pecado toda atitude de mastubar se é um desamor é um atentado a vida, a princípio é pecado toda atitude de masturbação, mas não atitudes de necessidade de ejaculação.
Deus condena estas práticas, pois Ele deu a mulher ao homem, e toda a espécie de prazer que um homem deve ter é com ela, e não em atos involuntários "a sós" ou até mesmo a dois de mesmo sexo, todas estas práticas tem que ser reeducadas na família. Temos que ser fiéis ao nosso Deus e aos seus mandamentos, ser indiscritível nos pensamentos, na inteligência e principalmente nas atitudes, tanto morais como afetivas e sexuais.
Além disso o ato de masturbação pode causar sérios danos ao casamento, por exemplo o homem que tem o costume de provocar masturbação, antes do ato sexual dar início ou até mesmo antes do orgasmo, ele ejacula, sendo vergonhoso ao homem e frustrante para a mulher, tomar uma decisão séria em uma reeducação sexual, e ao costume da vontade de Deus ao projeto tão bonito que ele criou que é o milagre da procriação, isto é, um verdadeiro milagre, a fecundação.
Um dos traços do comportamento do ser humano é o "domínio sobre a afetividade".
A afetividade não é como um dos nossos outros estados "Psíquicos", a afetividade não pode ser medida com adjetividade como a inteligência. A afetividade é uma maneira de ser; por isso dizemos que o ser humano é afetivo e não que tem uma afetividade.
A afetividade é caracterizada pela qualidade de experimentos (vivenciar) internamente a realidade exterior, e sentir o impacto produzido no seu eu. É uma experiência interna "somática" dos conteúdos de fora (para a consciência), no caso podemos estar até reprimidos ou inconsciente.
Também identificamos, como uma tendência a reagir com emoção e ela se manifesta com efeitos sobre o corpo e o espirito. O afeto, é um estado emocional e caracterizado por produzir ações quase que desprovidas de controle intencional, segundo pontos de vista objetivos e morais; e por isso que, com freqüência, encontramos como sinônimo de emoção. "Em resumo o estado afetivo elementar que oscila entre dois pólos: prazer e desprazer, agradável e desagradável; um estado definido por uma reação de espera e exploração". 3
• Qualquer distúrbio na vida afetiva poderá impedir o amadurecimento correto da personalidade, desencadeando os processos doentios da regressão ou fixação.
• A criança por carecer ainda dos meios intelectuais necessários para dominar suas emoções, é continuamente dominada pela afetividade no seu querer e no seu agir. A criança, mesmo que não compreenda com clareza, sente e vivencia as situações com uma força extraordinária. Um distúrbio nesta área pode causar sérios danos psíquicos na juventude possibilitando um não amadurecimento, fazendo desse jovem um alienado para com os sentimentos, o psicológico e tanto religiosos.
• O adolescente se caracteriza por uma instabilidade afetiva sintomática. Seu psiquismo apresenta se como um complexo mundo de emoções, sentimentos, racionalizações, que condicionam um agir ao mesmo tempo riquíssimo e contuso na sua incoerência. É aquela pessoa que ora quer uma coisa e ora quer outra coisa, não se decide, no campo profissional apresenta uma inconstância muito grande, o resultado de se viver mal a adolescência é se prejudicar emocionalmente, já que o adolescente se torna vulnerável em seu psiquismo a emoção.
• O adulto, o ser humano maduro tem intelecto que lhe transmite o direito de transferir ou deixar de lado, orientar, dirigir e aproveitar de maneira prática, dinâmica e construtiva sua afetividade. Pode aproveitar a riqueza da afetividade sem ser submisso a ela. É a inteligência em definitivo que assimila e determina de maneira decisiva, o modo de agir, mas por tem, um aproveitamento da afetividade e da sensibilidade com um enriquecimento da personalidade que dá calor e aproxima os outros da idéia que temos de mundo.
O adulto que consegue, habitualmente, tal controle funcional e afetivo da sua afetividade espontânea, supera repugnâncias e atrações, sabe analisar os fatos e as pessoas mais profundas nos conflitos com outras pessoas, sabe agüentar e superar as situações.
"A contemplação profunda de nós mesmos converterá toda riqueza do sentimento e da afetividade em energia propulsora do crescimento pessoal através da vida do amor. Trata se de um verdadeiro e eficaz conhecimento, bem significativo e transformador, e não apenas de um 'luxo' intelectual'. 4
O fator psicológico da vida tanto da criança, do adolescente e do adulto, implica de maneira bem extensa no campo da afetividade, pois a maturidade é buscada, ela vem com o tempo, mas só por isso não deve se ficar esperando ela chegar, temos que buscar a maturidade.
A afetividade (namoro) também coloca o jovem a amar ou até enjoar dessa pessoa sendo simpática ou antipática, por isso deve ser controlada emocionalmente e ter uma boa vida tanto pessoal como familiar, mas principalmente com Deus. Só assim seremos jovens de maturidade ágil e lógico, obtendo respostas e perguntas, tendo seus anseios naturais de acordo com sua identidade.
"Como a ideologia ocidental insiste em que a atividade sexual seja puramente instintiva, inata e natural relutamos em reconhecer que a sexualidade tem uma história. Pelo contrário estamos convencidos de que ela é impenetrável à mudança e, por conseguinte, existe fora do tempo. No entanto indicamos a existência de vária mudanças importantes tanto no comportamento sexual como no significado que lhe atribuímos. Os historiadores sociais apontam incontáveis provas de tais mudanças, as quais deixem claro que a sexualidade, efetivamente, possui uma história". 5
Entrando na história da sexualidade vamos encontrar o principal meio de se chegar a sexualidade O corpo. Muitas conclusões infelizes, meias verdades sobre o corpo percorrem as ruas.
Para as filosofias do extremo oriente, o corpo é um tipo de envelope que pode ser trocado, o que permitiria ter dezenas, senão centenas de diferentes formas corporais. O corpo para essas filosofias está completamente desligado da alma.
O corpo não é uma coisa. Ele é alguém. Ele é eu mesmo. É a pessoa que eu sou. Mas a minha pessoa não se reduz a meu corpo, como também a minha alma não se reduz a minha pessoa.
Entretanto, nem tudo é tão simples! Nossa sexualidade não é mais transparente a luz. Uma sombra, um peso a perturbam. Uma trágica desconexão pode ocorrer entre a atração do sexo e a transmissão da vida. Entre o amor e fecundidade. Entre a sexualidade e genitalidade. Entre sexo e pessoa. Entre coração e corpo. Entre alegria e gozo.
O papa nos mostra uma realidade bem concreta do que acontece ao corpo na sociedade hoje. "Adoração do corpo? Não, nunca! Desprezo do corpo? Também não! Controle do corpo? Sim. Transfiguração do corpo? Mais ainda!" (João Paulo II aos jovens Parque dos Príncipes Paris 1980)
Temos uma base mística de valores sexuais, acreditamos em mitos ou na realidade que Jesus nos apresente? Nisto levamos em consideração que o corpo pode ser como mulher, do jeito de mulher, do mesmo modo pode ser como homem, assim encontramos os corpos masculinos e corpos femininos.
Temos o corpo como pecado, como é descrito em Gênesis 3, que nos mostra a culpa original, o corpo aqui é apresentado como pecado, lógico que não vamos nos limitar somente em acreditar que o pecado está sempre embutido no corpo, a verdade é que o corpo é descendência de pecado, pois Adão e Eva (os primeiros pais) geraram o resto das criaturas dos seres humanos. Vale vermos também Gênesis 2 que nos relata o paraíso e como veio o pecado original.
O corpo também pode ser visto como mercadoria, não é muito difícil vermos prostituição de menores, que se deixam abusar em seus corpos, tudo por dinheiro, a santidade do corpo aqui não existe, pois o sistema que funciona é o do capitalismo, você tem que ter dinheiro, os que não conseguem, vendem seus corpos, vendem a parte preciosa que Deus deu de graça.