PERGUNTAS E RESPOSTAS

Casais de 2ª União e Grupo de Oração

Com relação às suas dúvidas abaixo, gostaria de esclarecer um aspecto que foi enfatizado muitas vezes em seus questionamentos: “um casal em segunda união, não aceita pela Igreja” , realmente a igreja não concorda com a segunda união, mas na práxis pastoral a igreja nos convida a acolhermos todos os tipos de famílias na forma que se apresentarem, dirigindo-as em conformidade com as normas estabelecidas pela nossa doutrina, ou seja, instruindo-os que são bem vindos, mas que têm algumas restrições até que a situação tenha um parecer final de um tribunal eclesiástico, por esse motivo dentro do ministério para as famílias temos dirigido os casais de segunda união para os tribunais eclesiásticos para que a Igreja os auxilie nesta questão dolorosa tanto para eles como para a Igreja que é mãe de todos, principalmente para os pecadores. Não podemos e nem devemos excluí-los de nossos eventos e nem de nossas atividades, apenas mostrando o que podem e o que não podem até que suas situações estejam resolvidas.

Respondendo às suas perguntas:

1. Pode ir uma pessoa sozinha, consagrar o lar de uma família ou de seus parentes e familiares?

Resposta: Não, a consagração dos lares é um trabalho que partirá dos grupos de oração, que criará equipes para esse fim. Em nosso site: www.familiasonline.com.br em familias na RCC falo mais claramente sobre esse serviço ligado ao GO.

2. Pode ir uma pessoa sozinha, que esteja em segunda união não aceita pela Igreja (mesmo sendo pai ou mãe) consagrar o lar de uma família ou de seus parentes e familiares?

Resposta: Creio a primeira resposta já responde a esta, e com relação à pessoa de segunda união ela pode sim participar da equipe de consagração dos lares.

Esclarecimento: a equipe de consagração dos lares não necessariamente dever ser só de casais, na medida da possibilidade deve conter casais, mas também pessoas que estejam disponíveis para esse trabalho dentro do GO e da RCC.

3. Pode ir um casal em segunda união não aceita pela Igreja, ou seja, sendo um dos cônjuges separado(a), desquitado(a), divorciado(a), mesmo sendo pai ou mãe; consagrar o lar de uma família ou de seus parentes e familiares?

Resposta: Ninguém está impedido de rezar em sua casa ou na casa de seus familiares, na passagem dos dois homens que estavam rezando no templo, do fariseu e do publicano, Jesus disse que a oração que agradou a Deus foi a do publicano que se declarou pecador. A consagração nos lares não deve ser feita apenas pelas equipes de consagração, mas renovada pelos membros das famílias pelos menos uma vez por mês.

4. Pode um casal em segunda união não aceita pela Igreja, ou seja, sendo um dos cônjuges separado(a), desquitado(a), divorciado(a); ser pregador(a) do ministério para as famílias, em retiros ou seminários de vida para casais, e etc?

Resposta: Como citei no início, os casais de segunda ou outras uniões (existem vários casos em nosso meio), deverão ser conscientizados que podem participar conosco, dos grupos de partilhas, dos serviços de organização, de oração, mas sem cargos de coordenação, e nem mesmo cargos que estejam à frente nem do ministério e nem dos GOs, portanto uma pessoa ou casal nessa situação não pode ser pregador(a), enquanto não resolver sua situação.

5. Pode um casal em segunda união não aceita pela Igreja, ou seja, sendo um dos cônjuges separado(a), desquitado(a), divorciado(a); ser coordenador do ministério para as famílias a nível: nacional, estadual, diocesano, comarcal, cidade, paróquia ou do grupo de oração; ou ainda, ser o casal animador do grupo de perseverança?

Resposta: Creio que na resposta anterior já respondi essa questão, para ser mais claro, a resposta é não, para ser coordenador em qualquer instancia dentro do movimento e do ministério, é preciso estar com a vida sacramental em dia, lembrando sempre de não excluí-los de nossos trabalhos, pois eles podem caminhar conosco em todos os serviços do ministério e no GO.

Concluindo:

Algumas pessoas já me falaram que assim estaríamos acolhendo e acobertando o pecado desses irmãos:

Em primeiro lugar, acredito que Deus que conhece todas as intenções de nossos corações é quem nos julgará.

Vejo também que ninguém se separou por que quis, mas sua história de vida foi atacada por Satanás para destruir a vida desses irmãos.

Creio que a Igreja, estabelecendo os tribunais eclesiásticos reconheceu um erro pastoral muito sério que é a falta de preparação dos conjuges para o sacramento do matrimônio, e por isso abre as portas para auxiliar seus fillhos nessa deficiência que temos em nossas comunidades.

Jesus disse: "Eu não vim para os sadios, mas para curar os doentes, não vim para os justos, mas para os pecadores"

 


Fiquem com Deus.....
Wilson e Marli

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