UMA OPÇÃO PELA VIDA

Desde o nosso namoro, sabíamos que Deus tinha um plano para nossa vida. Conhecemo-nos na Igreja, namoramos um ano e meio e nos casamos. Até aí, nada de “anormal”; apenas o desejo de dois jovens de se casar, ter sua casa e seus filhos. Neste tempo entra em nossa vida, os desígnios de Deus: nos casamos em 20/05/95 em Agudos, morávamos nos fundos da casa dos pais do Anderson, mas o mais importante é que já estávamos abertos à vida, pois com três meses de casamento estava grávida de nossa primeira filha, a Gabriela.

Depois de termos nossa primeira filha, optamos por não ter outros filhos de imediato, e por não conhecer outros métodos de controle de natalidade, fizemos uso da pílula anticoncepcional, a qual usamos por mais ou menos quatro anos, mesmo sabendo que a posição da Igreja é contraria ao uso de métodos contraceptivos que não sejam naturais.

Decorrido todo esse tempo fazendo uso da pílula, a conseqüência foi um problema no fígado da Josimeri, que aumentou de tamanho, causando dores. E que surpresa quando ao procurarmos o médico, a conclusão foi que: era um efeito colateral do uso da pílula. Decidimos então não mais usá-la.

Mas o que fazer? Como fazer o controle de natalidade sem uso de medicamentos?

Já havíamos ouvido falar do Método Billings, procuramos então nos informar melhor a seu respeito, já que era uma opção de controle de natalidade natural, sem uso de medicamentos. Animados e incentivados por pessoas que Deus colocou em nossas vidas, buscamos aprofundar nosso conhecimento do Método Billings, que a partir de então passou a ser nossa primeira opção no controle da natalidade.

Fizemos uma viagem, na qual passamos por Aparecida do Norte, onde acontecia uma feira de livros, compramos um livro mais detalhado sobre o assunto. Estudamos e começamos a fazer uso do Método, e como não tínhamos recursos, nem sabíamos a quem recorrer, encontramos muitas dificuldades, mas não desistimos, pois já eram visíveis as mudanças em nossa afetividade e sexualidade, construímos um relacionamento onde o diálogo passou a ter um lugar de destaque, já que tirávamos nossas dúvidas conversando, partilhando o que um e outro haviam entendido. Em nossos corações, já brotara novamente o desejo de nos abrir à vida, e depois de observado o período pós-pílula (período de cinco meses em que a gestação corre riscos de mutações e deficiências no desenvolvimento do feto, como conseqüência de disfunções hormonais causadas pelo uso contínuo da pílula), decidimos ter nosso segundo filho, o Miguel.

Mesmo com o nascimento do Miguel, continuamos a fazer uso do Método Billings, e como na amamentação há mudanças no comportamento do organismo, voltamos a fazer uso do livro para tirar nossas dúvidas, buscamos seguir com fidelidade tudo o que o livro orientava, pois não queríamos ser pegos de surpresa com uma nova gravidez. Acontece que nossos projetos não são os de Deus, e mesmo sem uma explicação lógica, depois de haver parado de amamentar, como um presente de Deus em nossas vidas, a gravidez da Rafaela, nossa terceira filha.

Ainda assim, hoje, um ano e sete meses depois do nascimento da Rafaela, continuamos fazendo uso do Método Billings, com a certeza no coração de que a Rafaela não foi um erro nosso, ou uma falha no Método como acontece com os outros anticoncepcionais, mas sem dúvida alguma, foi um Dom de Deus, que nos confiou mais uma vida.

Gostaríamos de lançar um questionamento: Porquê a maioria dos ginecologistas, conhecendo os efeitos colaterais, do uso de contraceptivos que não são naturais, ao invés de indicarem os métodos naturais, ainda insistem em indicar pílulas, DIUs, camisinha, injeções, etc., e o que é pior, cirurgias mutiladoras e até métodos abortivos? Onde estão a ética e o respeito à vida, prometidos em juramento pelos mesmos? E você que faz uso de algum destes métodos, já fez uma avaliação médica de seu organismo para ver suas conseqüências?

Citamos aqui alguns males sofridos pela Josimeri como conseqüência do uso da pílula: problemas cardiovasculares, aumento no tamanho do fígado, frieza e frigidez no relacionamento afetivo e conjugal, corrimentos, feridas no colo do útero, entre outros.

Somos chamados a ser colaboradores de Deus em seu plano Criador. Nossa opção foi, é e sempre será pela vida!!! Qual é a sua?

“A continência periódica, os métodos de regulação da natalidade baseados na auto observação e no recurso aos períodos infecundos estão de acordo com os critérios objetivos da moralidade. Estes métodos respeitam o corpo dos esposos, animam a ternura entre eles e favorecem a educação de uma liberdade autêntica. Em compensação, é intrinsecamente má “toda ação” que, ou em previsão do ato conjugal, ou durante a sua realização, ou também durante o desenvolvimento de suas conseqüências naturais, se proponha, como fim ou como meio, tornar impossível a procriação”.

“À linguagem nativa que exprime a recíproca doação total dos cônjuges, a contracepção impõe uma linguagem objetivamente contraditória, a do não se doar ao outro. Deriva daqui não somente a recusa positiva de abertura à vida, mas também uma falsificação da verdade interior do amor conjugal, chamado a doar-se na totalidade pessoal. Esta diferença antropológica e moral entre a contracepção e o recurso aos ritmos periódicos envolve duas concepções da pessoa e da sexualidade humana irredutíveis entre si.” (Catecismo da Igreja Católica, nº 2370)

“Os filhos são herança do Senhor, é graça sua o fruto do ventre. Como flechas na mão de um guerreiro são os filhos gerados na juventude. Feliz o homem que tem uma aljava cheia deles: não ficará humilhado quando vier à porta para tratar com seus inimigos.” (Salmo 127, 3-5).

Josemeri e Anderson
Guararapes, São Paulo